segunda-feira, 23 de julho de 2012

O maestro brasileiro


Comentário da Cestinha JC desta sexta-feira (20), publicado no Jornal do Commercio.

Já escrevi sobre o time titular da seleção brasileira masculina de basquete, mas não dei os créditos ao maestro. Não é exagero dizer que, atualmente, a equipe principal é “Marcelinho Huertas e mais quatro”. Contra os Estados Unidos, no amistoso da última segunda-feira (16), Huertas mostrou seu potencial contra os principais defensores do mundo.

Sua habilidade foi comentada por todos os que assistiram ao duelo e elogiada por muitos americanos, incluindo jornalistas especializados. Aos 29 anos, ele vive seu auge. Especulou-se sua ida para a NBA e aí entra o dilema: vale a pena abrir mão do seu contrato milionário com o Barcelona e o prestígio de ser uma referência em sua posição na Europa para tentar a sorte na liga americana?

Indo para a NBA, Huertas seria um forasteiro que, apesar da moral no Velho Continente, teria muito a provar. Tiago Splitter é um exemplo. De melhor pivô da Europa para o banco e poucos minutos em quadra no San Antonio Spurs. Entram em cena muitos fatores – no caso de Tiago, seu time tem uma estrela em sua posição (Tim Duncan) e um técnico enjoado (Gregg Popovich).

Nesta balança NBA x Europa, não há muito peso para Huertas tentar a primeira opção. A não ser que fosse pelo desafio. E eu gostaria que ele arriscasse. Vamos esperar para ver.

Postado por Elias Roma Neto no blog Cestinha JC

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