quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Sport Recife retorna ao Basquete Nacional para fazer história
Recife, PE – Depois de um ano de planejamento e estudos, o Sport do Recife retornou ao basquete nacional, com o objetivo de fazer história. O clube da Ilha do Retiro montou uma equipe competitiva, com jogadoras da Seleção Brasileira e duas americanas, tendo o patrocínio de diferentes segmentos, inclusive do Governo do Estado. E sua torcida já sonha com títulos e com a possibilidade de ajudar massificar a modalidade em todo o nordeste.
O novo elenco conta com Adrianinha, titular e capitã da Seleção Brasileira nos Jogos Olímpicos de Londres; as pivôs Érika Souza, também titular da Seleção Brasileira, e Alessandra Oliveira, campeã mundial pelo Brasil; além das jovens Franciele, Luciana, Palmira e Gattei. As jogadoras americanas, Alex Montgomery e Jheri Booker, reforçam a equipe.
Vale lembrar que o time do Sport do Recife está sendo formado exatamente em um momento em que o basquete feminino repatria suas jogadoras da Seleção Brasileira que atuavam no exterior, entre elas Adrianinha, Érika e Franciele.
Segundo Roberto Dornelas, ex-jogador e um dos maiores incentivadores do basquete feminino pernambucano, o planejamento inclui a montagem de um time forte. “O Sport passou por alguns momentos ruins no esporte de modo geral. Eu tive que deixar o clube porque não tinha mais basquete. Agora, com uma nova gestão, também direcionada aos esportes olímpicos, surgiu a ideia de montar uma equipe competitiva, que sirva de espelho não só para os jovens pernambucanos, mas também para abrir portas para outros estados do nordeste”, contou Dornelas.
Na montagem da equipe, Dornelas diz que a meta é prestigiar também as jogadoras reveladas no estado. “Das 16 jogadoras que vamos trabalhar, oito serão do nosso grupo atual, campeão pernambucano no ano passado. Precisamos dessa integração”, disse Dornelas, que tem 34 anos como técnico. Ele já esteve em várias comissões técnicas de seleções brasileiras, inclusive com o atual técnico da Seleção Brasileira Feminina Adulta, Luís Cláudio Tarallo.
O experiente treinador pernambucano explica ainda que, apesar de estar filiado à Liga Nacional Feminina desde o ano passado, a direção do Sport decidiu participar no momento apropriado. “Era preciso ter um planejamento consistente. O Sport buscou apoio no Governo do Estado e na UniNassau, além de pequenos parceiros que ajudarão na manutenção do projeto. Agora é só jogar”.
Adrianinha sonha com o título
A armadora Adrianinha Moisés, um dos grandes reforços da equipe, está entusiasmada. Não só por voltar ao Brasil, após oito anos na Europa, mas também por fazer parte de um projeto arrojado e poder ajudar uma equipe do nordeste do país a brigar por um título nacional. “Fico muito feliz de entrar no projeto. Já tinha em mente em voltar para o Brasil, mas foi antecipado diante da proposta e o projeto que o Sport mostrou. Isso só irá ajudar desenvolver o basquete em uma região que gosta muito do basquete feminino”, comentou.
Quanto ao fato de a equipe ser apontada como favorita à Liga Nacional, ao lado de Americana, Ourinhos e São José, Adrianinha é cautelosa. “É uma equipe muito forte individualmente, mas teremos que mostrar isso em quadra”, advertiu a capitã da Seleção Brasileira nas Olimpíadas de Londres.
Já a experiente pivô Alessandra brincou com os jornalistas durante sua apresentação como jogadora do Sport Recife. “Já estava cansada de jogar em lugar muito frio. Aqui vai ser bem melhor”, disse, em referência aos anos em que jogou e viveu na Europa.
Inicialmente, o Sport do Recife irá fazer seus jogos no ginásio do clube, na Ilha do Retiro, com capacidade para 2 mil lugares. Existem outros ginásios com capacidade para três mil lugares na cidade, para uma eventual semifinal ou final da Liga Nacional. Mas a ideia é, em breve, promover uma reforma no ginásio Geraldão, com capacidade para 10 mil torcedores.
Incentivo para a base
Para o presidente da Federação Pernambucana de Basketball, Luís Augusto da Cunha Barreto Moraes, a iniciativa do Sport do Recife só irá trazer benefícios ao basquetebol do estado. “O Sport sempre esteve ligado ao basquete feminino, inclusive já montou equipes em condições de brigar por títulos com os principais clubes do Brasil. Com o passar do tempo, parou de montar suas equipes. Agora veio para valer”, afirmou o dirigente.
Para Luís Augusto, um dos pontos importantes na montagem da equipe do Sport é o incentivo para os jovens. “O basquete feminino no Recife e no Estado do Pernambuco vai virar uma febre. Certamente irá despertar e estimular os jovens de todas as idades. Estou confiante de que os títulos virão e também que esse projeto seja um divisor de águas”, analisou.
Já o coordenador do basquete do Sport do Recife, Márcio Manfrin, adianta ainda que "pela primeira vez uma equipe do nordeste terá toda infraestrutura para o seu bom desempenho”. Mafrin conta que o time terá à disposição todos os profissionais, inclusive fisiologista, médico, psicólogo e nutricionista. “Depois que a comissão técnica estiver totalmente formada e com as jogadoras em Recife, faremos uma apresentação oficial", finalizou.
por Juarez Araújo
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